A Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur) reuniu com o trade de turismo local, nesta segunda-feira (22), para realizar a Oficina de Sensibilização dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional. O evento é uma realização da Belemtur, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e o Instituto Marca Brasil (IMB). No Pará, apenas Belém e Santarém foram escolhidos como destinos turísticos indutores.
Segundo o consultor do IMB, Paulo Amorim, o principal objetivo da oficina é sensibilizar as pessoas que desenvolvem o turismo na cidade, por meio de suportes e nivelamento dado pelo MTur. “Todos os 65 destinos receberão orientações para melhorar as ações de turismo na sua cidade, com base no Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, realizado pela Fundação Getúlio Vargas”, explica.
O consultor diz ainda que aspectos como hotelaria, restaurantes, transporte, entre outros, foram analisados pela FGV. O projeto do Ministério do Turismo irá dar apoio a estas 65 cidades, capacitando os atores locais para a gestão do turismo, ampliando conhecimento acerca do planejamento estratégico.
O coordenador da Belemtur, Wady Khayat, ficou muito satisfeito com o público que participou do primeiro dia da oficina, que termina nesta terça-feira (23). “Esse é um encontro da área pública e privada que trabalha para desenvolver o turismo na região. Fico feliz pelo pronto atendimento do trade em participar do evento. Com isso fica mais fácil a Belemtur trabalhar para destinar melhor os recursos advindos do Ministério do Turismo, através da nossa Carta Consulta, no valor de US$ 70 milhões, prevista para ser aprovada no próximo mês, pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex)”, contou.
O coordenador da Belemtur falou da importância da oficina e do estudo que foi realizado pela FGV, para as pessoas que trabalham com o turismo, em Belém. “O estudo fez levantamento de dados muito importantes, que mostram a capacidade que a nossa capital tem para atrair turistas. Estamos inseridos no turismo em vários, como o religioso, cultural, patrimônio histórico, turismo de negócios, ecoturismo, entre outros. Com o estudo tivemos a oportunidade de ter uma mensuração de como anda os nossos serviços para, a partir de então, trabalharmos para melhorar o nosso potencial turístico”, explic.
Khayat diz ainda que a partir desse encontro será possível saber qual a direção que o trade deverá tomar para que possa elevar os pontos fortes do turismo e melhorar os fracos, entendo quais são as ameaças e a as oportunidades que Belém tem para trabalhar melhor o turismo.
(Texto: Ana Claudia Martins - Comus)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Oficina em destino indutor do turismo
Espaço administrado pela jornalista e bacharel em Direito, Benigna Soares, dedicado à divulgação do turismo na Amazônia.
Páscoa em Marabá
A Prefeitura Municipal de Marabá através da Secretaria de Turismo convida a população em geral a prestigiar a Feira da Páscoa " Marabá Chocolate Fest" que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento do Turismo sustentável sócio-econômico no
município, com a implantação de atrativos locais para a geração de emprego e renda.
O evento será dias 26,27 e 28 de março de 2010 às 17hs, na Praça Duque de Caxias em frente a Câmara Municipal de Marabá. Sua presença é de fundamental importância.
município, com a implantação de atrativos locais para a geração de emprego e renda.
O evento será dias 26,27 e 28 de março de 2010 às 17hs, na Praça Duque de Caxias em frente a Câmara Municipal de Marabá. Sua presença é de fundamental importância.
Espaço administrado pela jornalista e bacharel em Direito, Benigna Soares, dedicado à divulgação do turismo na Amazônia.
sexta-feira, 12 de março de 2010
LIVRO: CAPITAIS DO BRASIL
LIVRO: CAPITAIS DO BRASIL
Revisita a história e cenários das principais
cidades do país, com texto deEduardo Logullo,
com 220 imagens de 42 fotógrafos
A editora Metalivros acaba de lançar o livro Capitais do Brasil, que promove um instigante e original passeio pelas capitais dos 26 Estados da federação e pela capital federal. A obra, realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, contém 220 imagens de 42 fotógrafos renomados ilustram o texto leve e versátil do jornalista Eduardo Logullo. A foto que retrata a cidade de Belém é do fotógrafo Edvaldo Pereira, ex-editor de fotografia do jornal DIÁRIO DO PARÁ.
A tiragem inicial da obra bilíngüe (português e inglês) é de 3.000 exemplares. O projeto concebido pelo editor Ronaldo Graça Couto divide as capitais por regiões e valoriza o que há de pitoresco e positivo nessas cidades, privilegiando perspectivas panorâmicas. “As capitais formam o grande caldeirão cultural brasileiro, palco das decisões que levam o país a seu destino”, diz Ronaldo na apresentação do livro.
Capitais do Brasil (Metalivros, 2009)
Texto: Eduardo Logullo
Idiomas: Português e Inglês
ISBN: 978-85-85371-80-7
Preço: R$ 138,00
252 páginas
220 imagens
Revisita a história e cenários das principais
cidades do país, com texto deEduardo Logullo,
com 220 imagens de 42 fotógrafos
A editora Metalivros acaba de lançar o livro Capitais do Brasil, que promove um instigante e original passeio pelas capitais dos 26 Estados da federação e pela capital federal. A obra, realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, contém 220 imagens de 42 fotógrafos renomados ilustram o texto leve e versátil do jornalista Eduardo Logullo. A foto que retrata a cidade de Belém é do fotógrafo Edvaldo Pereira, ex-editor de fotografia do jornal DIÁRIO DO PARÁ.
A tiragem inicial da obra bilíngüe (português e inglês) é de 3.000 exemplares. O projeto concebido pelo editor Ronaldo Graça Couto divide as capitais por regiões e valoriza o que há de pitoresco e positivo nessas cidades, privilegiando perspectivas panorâmicas. “As capitais formam o grande caldeirão cultural brasileiro, palco das decisões que levam o país a seu destino”, diz Ronaldo na apresentação do livro.
Capitais do Brasil (Metalivros, 2009)
Texto: Eduardo Logullo
Idiomas: Português e Inglês
ISBN: 978-85-85371-80-7
Preço: R$ 138,00
252 páginas
220 imagens
Espaço administrado pela jornalista e bacharel em Direito, Benigna Soares, dedicado à divulgação do turismo na Amazônia.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Dia da Mulher - Inspiração e Saudades
Por: Benigna Soares
Fotos: Ray Nonato (cedidas para a Funpapa)
Criado há 13 anos em Belém, a Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz trabalha com a prevenção de violências praticadas contra as mulheres e acolhe vítimas desse tipo de violação de direitos. Mantido pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa), recebeu de 2007 a 2009 um total de 403 pessoas. Cada uma das mulheres que passam pelo abrigo aprendem, com a equipe de psicólogos, assistentes sociais, pedagogo, advogado e outros profissionais, um pouco sobre os seus direitos. Aprendem, por exemplo, que seus agressores, quando denunciados, podem cumprir pena em regime fechado que varia de três meses a três anos, de acordo com o Artigo 44 da Lei 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Dependendo dos agravantes do crime essa pena pode ser ainda maior, conforme o Código Penal.
Ao chegar no abrigo as mulheres, muito fragilizadas, levam no corpo e na alma as marcas da violência e um grande desejo de recomeçar. A assistente social Odete Sabá, coordenadora do abrigo, explica que em 2009, dos 116 acolhimentos que realizou 56 eram mulheres vitimadas e 60 eram crianças e adolescentes, filhos das vítimas, que as acompanham na busca por um lugar seguro para fugir dos seus agressores.
Ela lembra que na próxima segunda-feira, 8 de Março, fazem 100 anos de luta pelos direitos da mulher no mundo, 70 anos de luta no Brasil. Mais do que recuperar a auto estima e os direitos da mulher a equipe da Funpapa tem como principal desafio, nesse contexto de séculos lutando contra a violência, a conscientização não só da sociedade para o problema, mas principalmente das mulheres que muitas vezes desconhecem seus direitos. Afinal, entre as mais de 400 mulheres atendidas no “Emanuelle Rendeiro Diniz”, pelo menos 20 delas eram reincidentes. “Apesar da violência física e psicológica que sofrem e de todo o apoio psicológico, jurídico e outros que recebem aqui no Abrigo elas acabam decidindo voltar para o agressor. Nesse caso, voltam a ser agredidas e retornam para o Abrigo”. Afirma Odete Sabá.
Segundo a psicóloga Inês Vitorino os principais sintomas da violência doméstica que as mulheres apresentam quando chegam na Casa Abrigo é a baixa auto estima. “Elas se sentem as piores mulheres do mundo e nosso trabalho é desfazer essa imagem que elas construíram de si mesmas a partir do que ouviram dos companheiros durante muitos anos. Muitas voltam pra eles não só pela dependência financeira, mas emocional e depositam neles força e virtudes que na verdade são delas”. Afirma a psicóloga, para quem a melhor ferramenta de resgate dessas mulheres e mostrar a beleza de suas próprias histórias.
Há quase um mês no abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz, uma dona de casa que vamos identificar apenas como Maria, para proteger sua integridade, é exemplo de pessoa bem sucedida. Com trabalho e muito empenho construiu com o marido uma bela e confortável casa, uma vila de imóveis para alugar, carro e outros bens. A parceria veio com o casamento, em 2005, logo após conhecer o futuro marido em uma igreja evangélica. “Eu não imaginava que um homem da igreja, gentil e cheio de promessas, um ano depois me trataria com tanta violência”. Lamenta Maria, mãe de um adolescente de 12 anos a quem ela não pode ver por que está ameaçada de morte. “Ele já tentou me matar muitas vezes, em uma delas, em 2006, vim para este abrigo. Saí pra morar na casa de uma amiga e lá ele me convenceu a voltar pra casa”. Conta Maria, que só sobreviveu do último ataque do marido porque se refugiou, mesmo com chuva, no quintal da casa e foi encontrada por vizinhos em plena madrugada. “Acreditei nas promessas e hoje estou de volta, depois que ele me bateu e queria me obrigar a cometer suicídio na frente dele com uma tesoura”. Relata Maria, 40 anos de idade, abrigada no espaço da Funpapa, enquanto aguarda providências judiciais para que seu agressor deixe a casa e ela possa voltar para o filho em segurança.
Emanuelle Rendeiro Diniz - O nome da Casa Abrigo de Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, da Funpapa, é inspirado na história de Emanuelle Rendeiro Diniz, uma adolescente que sonhava em ser jornalista mas foi barbaramente violentada e assassinada aos 14 anos de idade. “Ela escreveu uma poesia onde dizia que nunca queria ser esquecida, que sonhava em ser lembrada por todos. Também gostava muito dos idosos”. Lembra a prima de Emanuelle, Tereza Cristina Rendeiro do Amaral, 32 anos, mesma idade que teria Emanuelle se estivesse viva. Tereza, que atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos (Semaj), da Prefeitura de Belém, relembra com saudades quando estudava com Emanuelle no Colégio Lauro Sodré e se diz feliz por Belém não ter esquecido a história e os sonhos de Emanuelle, que hoje tem um espaço de proteção às mulheres com o seu nome.
Programação – A Fundação Papa João XXIII (Funpapa), além da Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz, mantém outros espaços, programas e serviços voltados para a proteção social das mulheres, como o Abrigo Feminino Dulce Acciole, Espaço de Convivência da Melhor Idade Zoé Gueiros, programa Conquistando a Cidadania (dança contemporânea e ballet), Programa Tribos Urbanas (espaço socioeducativo e de preparação ao mercado de trabalho). Através do Programa de Inclusão Produtiva (PIP), só entre 2005 e 2009, certificou mais de 4 mil pessoas, das quais mais de 90% são mulheres, em cursos de cabeleireiro, manicure e pedicure, recepcionista, maquiagem, operador de caixa, etc.
Fotos: Ray Nonato (cedidas para a Funpapa)
Criado há 13 anos em Belém, a Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz trabalha com a prevenção de violências praticadas contra as mulheres e acolhe vítimas desse tipo de violação de direitos. Mantido pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa), recebeu de 2007 a 2009 um total de 403 pessoas. Cada uma das mulheres que passam pelo abrigo aprendem, com a equipe de psicólogos, assistentes sociais, pedagogo, advogado e outros profissionais, um pouco sobre os seus direitos. Aprendem, por exemplo, que seus agressores, quando denunciados, podem cumprir pena em regime fechado que varia de três meses a três anos, de acordo com o Artigo 44 da Lei 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Dependendo dos agravantes do crime essa pena pode ser ainda maior, conforme o Código Penal.
Ao chegar no abrigo as mulheres, muito fragilizadas, levam no corpo e na alma as marcas da violência e um grande desejo de recomeçar. A assistente social Odete Sabá, coordenadora do abrigo, explica que em 2009, dos 116 acolhimentos que realizou 56 eram mulheres vitimadas e 60 eram crianças e adolescentes, filhos das vítimas, que as acompanham na busca por um lugar seguro para fugir dos seus agressores.
Ela lembra que na próxima segunda-feira, 8 de Março, fazem 100 anos de luta pelos direitos da mulher no mundo, 70 anos de luta no Brasil. Mais do que recuperar a auto estima e os direitos da mulher a equipe da Funpapa tem como principal desafio, nesse contexto de séculos lutando contra a violência, a conscientização não só da sociedade para o problema, mas principalmente das mulheres que muitas vezes desconhecem seus direitos. Afinal, entre as mais de 400 mulheres atendidas no “Emanuelle Rendeiro Diniz”, pelo menos 20 delas eram reincidentes. “Apesar da violência física e psicológica que sofrem e de todo o apoio psicológico, jurídico e outros que recebem aqui no Abrigo elas acabam decidindo voltar para o agressor. Nesse caso, voltam a ser agredidas e retornam para o Abrigo”. Afirma Odete Sabá.
Segundo a psicóloga Inês Vitorino os principais sintomas da violência doméstica que as mulheres apresentam quando chegam na Casa Abrigo é a baixa auto estima. “Elas se sentem as piores mulheres do mundo e nosso trabalho é desfazer essa imagem que elas construíram de si mesmas a partir do que ouviram dos companheiros durante muitos anos. Muitas voltam pra eles não só pela dependência financeira, mas emocional e depositam neles força e virtudes que na verdade são delas”. Afirma a psicóloga, para quem a melhor ferramenta de resgate dessas mulheres e mostrar a beleza de suas próprias histórias.
Há quase um mês no abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz, uma dona de casa que vamos identificar apenas como Maria, para proteger sua integridade, é exemplo de pessoa bem sucedida. Com trabalho e muito empenho construiu com o marido uma bela e confortável casa, uma vila de imóveis para alugar, carro e outros bens. A parceria veio com o casamento, em 2005, logo após conhecer o futuro marido em uma igreja evangélica. “Eu não imaginava que um homem da igreja, gentil e cheio de promessas, um ano depois me trataria com tanta violência”. Lamenta Maria, mãe de um adolescente de 12 anos a quem ela não pode ver por que está ameaçada de morte. “Ele já tentou me matar muitas vezes, em uma delas, em 2006, vim para este abrigo. Saí pra morar na casa de uma amiga e lá ele me convenceu a voltar pra casa”. Conta Maria, que só sobreviveu do último ataque do marido porque se refugiou, mesmo com chuva, no quintal da casa e foi encontrada por vizinhos em plena madrugada. “Acreditei nas promessas e hoje estou de volta, depois que ele me bateu e queria me obrigar a cometer suicídio na frente dele com uma tesoura”. Relata Maria, 40 anos de idade, abrigada no espaço da Funpapa, enquanto aguarda providências judiciais para que seu agressor deixe a casa e ela possa voltar para o filho em segurança.
Emanuelle Rendeiro Diniz - O nome da Casa Abrigo de Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, da Funpapa, é inspirado na história de Emanuelle Rendeiro Diniz, uma adolescente que sonhava em ser jornalista mas foi barbaramente violentada e assassinada aos 14 anos de idade. “Ela escreveu uma poesia onde dizia que nunca queria ser esquecida, que sonhava em ser lembrada por todos. Também gostava muito dos idosos”. Lembra a prima de Emanuelle, Tereza Cristina Rendeiro do Amaral, 32 anos, mesma idade que teria Emanuelle se estivesse viva. Tereza, que atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos (Semaj), da Prefeitura de Belém, relembra com saudades quando estudava com Emanuelle no Colégio Lauro Sodré e se diz feliz por Belém não ter esquecido a história e os sonhos de Emanuelle, que hoje tem um espaço de proteção às mulheres com o seu nome.
Programação – A Fundação Papa João XXIII (Funpapa), além da Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz, mantém outros espaços, programas e serviços voltados para a proteção social das mulheres, como o Abrigo Feminino Dulce Acciole, Espaço de Convivência da Melhor Idade Zoé Gueiros, programa Conquistando a Cidadania (dança contemporânea e ballet), Programa Tribos Urbanas (espaço socioeducativo e de preparação ao mercado de trabalho). Através do Programa de Inclusão Produtiva (PIP), só entre 2005 e 2009, certificou mais de 4 mil pessoas, das quais mais de 90% são mulheres, em cursos de cabeleireiro, manicure e pedicure, recepcionista, maquiagem, operador de caixa, etc.
Espaço administrado pela jornalista e bacharel em Direito, Benigna Soares, dedicado à divulgação do turismo na Amazônia.
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