Giselle Griz e Tábita Veloso são responsáveis pelas grandes e especiais novidades desta nova feição do projeto.
Por Parla Página – Produção de Conteúdos
Contatos para entrevistas: Carlos Correia Santos (8167-3835) e Hudson Andrade (8199-1322)
Depois de uma primeira temporada de grande sucesso, volta ao palco a parceria entre a Companhia Teatral Nós Outros e o selo Versivox que propõe um modo diferenciado de trazer à vida as páginas de clássicos da Literatura. Nos dias 26 e 27 de março, sempre às 20h, na Unipop, o público de Belém confere a segunda temporada e nova versão de “Dom Casmurro – O Show”. Os ingressos custam R$20,00 com meia para estudantes.
Através do projeto Romances Contados e Cantados, a obra prima de Machado de Assis foi transformada num espetáculo com música, cenas e leituras. Criador do selo Versivox, Carlos Correia Santos fez a adaptação do livro, composição das bases melódicas, letras das canções e é responsável pelos vocais das canções e violão base. Felipe Lourinho é o percussionista do espetáculo e Cris Rodrigues a cantora convidada. Diretor da Nós Outros, Hudson Andrade é assume a atuação e direção de cena.Iêrêcê Corôa é a atriz convidada. A assistência de produção é de Iara Correia Santos. Os apoios culturais são da Unipop e de Octávio Pessoa. A assessoria é de Parla Página
NOVIDADES E PROPOSTA
Esta segunda temporada do show conta com dois reforços especiais: Tábita Veloso, que criou novos arranjos de guitarra para as músicas, e Giselle Griz para quem Carlos Correia escreveu um número solo, que não havia na primeira versão. Tudo no projeto tem o intuito de transformar o livro em um ato cênico vivo. “Nossa ideia é convidar o público a ler os romances como se fossem verdadeiros shows sonoros e cênicos. Para Dom Casmurro, por exemplo, nós do Versivox compusemos nove canções que ilustram os trechos da obra que serão apresentados por Hudson e Iêrêcê. É como se fossemos passando as páginas do livro, diante do público, através de nossas músicas e leituras”, adianta Carlos Correia que é também o diretor geral do espetáculo.
O ator Hudson Andrade acrescenta: “o projeto também reaviva outra definição que existe para o gênero romance. Estamos habituados a pensar nesse formato apenas como uma narrativa escrita em capítulos. Mas o termo romance também serve para designar composições que misturam músicas e contação de história, a exemplo do que fazia Luiz Gonzaga”.
Essa é a segunda vez que a cantora Cris Rodrigues participa de um projeto do Versivox. A primeira foi o show “Suave Serenata”, em homenagem a Antônio Tavernard. Agora envolvida com o universo machadiano, a artista se mostra animada: “Dom Casmurro é uma história que compõe minhas descobertas literárias e poder retomar esta leitura de maneira poética, musical e sensivelmente artística como personagem deste emocionante romance me faz atravessar o tempo e expressar no corpo e na alma novas sensações. Sinto-me muito feliz em poder compor este espetáculo com o Versivox, que tem me encantado com sua arte lítero-musical”.
SIMBOLOGIAS
Ícones da obra de Machado de Assis estão no palco de forma especial. As emblemáticas figuras de Bentinho e Capitu, por exemplo, ganham representações instigantes, conforme detalha Correia: “Teremos dois Bentinhos e duas Capitus em cena. Eu e Cris assumimos a representação cantada dos personagens. Por meio das canções do espetáculo, damos vozes ao casal. Hudson e Iêrêcê são Bentinho e Capitu performáticos. Eles interpretarão os trechos reais do livro”.
Hudson arremata: “Nossa proposta é mostrar que personagens como Capitu, Bentinho e Escobar atravessam o tempo porque conseguem saltar para fora dos parágrafos e se aproximar de todos nós”.
A OBRA
Escrito pelo fundador da Academia Brasileira de Letras em 1899 e publicado em 1900, Dom Casmurro completa a “trilogia realista" de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba. O romance tem como personagem principal Bento Santiago, narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende "atar as duas pontas da vida", ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama. Ambientada no Rio de Janeiro do Segundo Império, a obra se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de "Dom Casmurro", daí o título da narrativa. Machado de Assis escreveu o livro utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e, sobretudo, a peça Otelo de Shakespeare. Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações.
Serviço: “Dom Casmurro – O Show”, um espetáculo do projeto “Romances Contados e Cantados”, parceria entre o grupo Versivox e a Companhia Teatral Nós Outros. Segunda temporada e nova versão do espetáculo: duas 26 e 27 de março, sempre às 20h, na Unipop. Ingressos: R$ 20,00 com meia para estudantes. Informações: 8199-1322 e 8167-3835.
